a cave

Posted in delírios, irritações, poesia by homem da cave on Novembro 29, 2006







6. A civilização industrial

Eis, senhores, o desprezo da civilização industrial!
A arquelogia dos erros bem tramados.
As nuvens sobem, a meteorologia prevê-se fatal.

As emissões da televisão espanhola oriundas do subsolo
a pátria como mãe, os filhos da mãe sem pai
Manuel Unhinhas, gigolo de profissão
um disco de Bob Dylan nas mãos, que vai

e vem do desprezo da civilização industrial!
Os operários famintos cruzam as bicicletas
os operários famintos cruzam as pernas sem sal
não há nem haverá que alcançar mais metas.

Estes versos fragmentários são do raio que os parta
estes bastões vídeo são modernaços como o caraças
estas barrigas telúricas são de quem se enfarta
e do Minho é o verde e do Algarve as passas.

E da minha mãe é a cadeia de supermercados
porque, falando de cadeias, elas são constatáveis.
Responsáveis máximos de responsabilidades minímas
passeiam amigos estrangeiros de humores variáveis.

É a decadência da indústria, brinde de bolo-rei
já nem os manfios são os mesmos.
Prémios disto e daquilo, pela lei e pela grei
estes versos estão tão mal colados como os torresmos.





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