a cave

Posted in poesia by homem da cave on Janeiro 11, 2007







23. Réveillon

Ao ano novo
nem o sabor a tabaco esquecido
se limpou da boca
Ao pequeno-almoço
disse:
Que rua alguma
se libertou
em arrotos celestes
Que polícia algum
depositou a flor
na cama
Que homem algum
te beijou
nos dentes

A cidade bocejou
e no pescoço
o rio cinzento enrolou











3 Respostas

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  1. Maria said, on Janeiro 12, 2007 at 00.00

    Gosto de te ler. É a segunda vez que me fazes lembrar António José Forte pelo encadeamento das ideias (a ideias encadeiam-se ou libertam-se?). Com sono e tabaco, não são horas ainda para comentários lúcidos. Admiro muito quem escreve poesia, gosto demais do teu estilo. Um abraço.

  2. Convocado Concurso Sky4YouOrg 2007 said, on Janeiro 12, 2007 at 00.00

    mon dieu, ce bon!

  3. hfm said, on Janeiro 13, 2007 at 00.00

    Gosto da fina ironia feita poesia.


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