a cave

Posted in delírios, poesia by homem da cave on Março 22, 2007







36. Ode ao ódio

Ó ódio
crosta do mundo
estilhaça logo
de um brado
as lanças levantadas!

De ti espero iguais maravilhas
às que a imaginação derrotou!

Bramidos
de gargantas fétidas
o medo
com febre mortal!

Remodela o telejornal
o governo
e a nação acocorada

Tem piedade
desta nova ordem
abençoa os polícias
e a fúria decepada

Ódio sagrado
limpa as tripas aos sujos
e paga os impostos
aos insolventes!

Ódio cristalino!
Ódio refulgente!
Ódio inteligente!

Ocupa com o teu talento
esta colossal ausência

Põe por nós
vetustas vestes
na nossa demência!





Uma resposta

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  1. 3vairado said, on Março 23, 2007 at 00.00

    como pode o ódio tornar-se suficientemente vigoroso para cumprir seus higiénicos intentos?
    De que se alimentou o ódio fortalecido?
    A vetustitade do ódio não é, justamente, a sua demência?


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