a cave

Posted in delírios, poesia by homem da cave on Junho 7, 2007

 

 

 

48. A decadência de Desmond

Desmond, o ex-mordomo de Rip Kirby
serviu-me um café na esplanada.
Se não era Desmond
era o imenso adeus
um eco no abismo
percutindo revistas de capas coloridas.
Depois, em euforia
distante do ar que sempre lhe conheci
Desmond trouxe-me os óculos de Rip Kirby numa bandeja.
Se já existisse música
talvez retribuísse com um sorriso
mas tudo isto se passava
num mundo a preto e branco
(pelo que as capas coloridas eram ilusórias)
uma época em que o meu cigarro não seria censurado
embora raspando aquela superfície
sentisse vontade de fechar os olhos
e sair para sempre.

 

 

 

3 Respostas

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  1. Ignacio said, on Junho 8, 2007 at 00.00

    Es bonita; yo también leo a Rip Kirby

  2. 3vairado said, on Junho 9, 2007 at 00.00

    Pensava eu que a música era mais mantiga que a palavra…
    (Foi uma morte absurda- como todas- inexorável- como todas, eugénica- como algumas.)

  3. alice said, on Junho 12, 2007 at 00.00

    escrito porém em ascendência poética. muito bonito.


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