a cave

Posted in poesia by homem da cave on Agosto 10, 2007







55.

há um caos
uma batalha
um cão perdido
um quiosque derrubado
um corte de cabelo falhado
um coito interrompido
mas são plácidas as pedras





10 Respostas

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  1. 3vairado said, on Agosto 13, 2007 at 00.00

    plácidas e nunca flácidas

  2. Ignacio said, on Agosto 14, 2007 at 00.00

    Te dí un premio blogger

  3. ana salomé said, on Agosto 18, 2007 at 00.00

    há uma morte ou uma separação, há uma tristeza, mas a porcaria das pedras são sempre plácidas. é a imagem nítida de que tudo, no essencial, não muda. quando é assim, eu prefiro não olhar as pedras.

    o último verso é muito importante.

  4. maria said, on Agosto 22, 2007 at 00.00

    O que magoa e é estável.

  5. maria said, on Agosto 30, 2007 at 00.00

    o caos. sempre tao necessário.

  6. Jorge Vicente said, on Setembro 19, 2007 at 00.00

    as pedras são sempre plácidas e serenas

    como o mundo que nós tentamos transformar

    um abraço
    jorge vicente

  7. 3vairado said, on Setembro 20, 2007 at 00.00

    placidez de pedra no poeta?
    saudades

  8. linfoma_a-escrota said, on Setembro 28, 2007 at 00.00

    gostei em geral muito de todos os poemas parabéns!!

    Alguém clama pelo vozeirão rouco
    empapado em kellogs com vodka,
    logo sabes da minhoca contorcida
    pelos montículos de lixo com areia
    que se formam entre a secura das relvas
    além-mar, impossíveis estão a ser
    construídos, elementos anti-extáticos
    nalguma centralizada elite suburbana,
    legado hippie à margem petrolífRica
    de barracas subsistentes ao individualismo,
    venham esses gangs infligir aqui o
    código do quisto acouraçado de aborígene
    renegado à imagem do descansado caçador.

    Na assembleia do azoto, dactilografam-se
    anfiteatros-teleponto que anotam mais
    que crânios discriminatórios da pestilência,
    com intolerante microfone na lapela
    sequetária extravasando vacuidade estética.

    Na lâmpada vizinha, furada e desenhada,
    mostra em si no que acredita, faz parte d’algo
    portanto, ou será só espádua amável assoando
    a doença doida que fodo a fumar de braços
    cruzados, pressionando o cacháço, com amor.
    Os olhos que nada dizem, falam-me
    do rasto dicotómico da espuma dos vírus
    onde mini-eus mergulham a testa sargenor
    e vêem cardumes expressivos aos milhares,
    quando os conhecerem no cinema
    vão implorá-los em playstation mas,
    o lego irrecusável que veremos mais logo
    já lhes bafejou, decidido, o custoso arroto
    do bombom da tia-avó, barbatana solteira.

    Vais ensandecer escarecendo esclareceres
    se não me desesperar a apertar-te o declive,
    deterás de desejo as argutas serpentes que
    percorrem o fuste da espinha nas praias,
    como creme de darvaset, aveia de fel
    para os desdentados que desencadeiam
    discussões de bestiário óbvio, desertificação
    conveniente para bombeiros coléricos
    contra o pigmeu-escarraVelho que deflagrou
    outro desolante incêndio expelido fora do
    castelo encerrado de sua devoluta demissão.

    Na Costa da Caparica interrompo inferências
    impressionantes e iminentes prestes a
    declinar benções ao divino 3ºolho de grifo.

    Desenrodilho a ultrajante acupuntura
    que obriga idiossincrasias a escutarem
    finais felizes mal contados, revisitação
    sem coordenação nem praguejares,
    ofendidos pela nódoa de sal no capacete.

    Chora novo homicida do sem-sentido,
    arterial Pai-Sol que vos diz: é uma pena
    tratarem tão mal minha amante tão frutífera,
    sua hemorragia interior no coração-barragem
    vinda do metabolismo águado dos meteoritos
    em compulsão por suprimir o grisalho e
    regenerar o fosco, irá trazer as enxurradas
    insaciáveis dos elementos naturais, Ela
    não esperava que a insulina dos micróbios
    enterrando-se em funerais epigenéticos fosse
    assim tão ingrata pelo centro concedido,
    bastava limitarem-se a fazer o que sempre
    esteve premeditado, procriar e falecer
    com a dignidade derradeira da participação,
    era escusada a demanda pela felicidade
    embutida como um implante na micose
    do recente sarampo cibernético que invade
    e algema o saborear desta bola de berlim.

    in QUIMICOTERAPIA 2004

  9. SantiMoskito said, on Janeiro 19, 2008 at 00.00

    hirmaos portugueses
    tanto han de apredender las pedras espanholas
    dala placidez das pedras portuguesas

    a paz nunca deberia ser un coitus interruptus


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