a cave

62.

Posted in poesia by homem da cave on Janeiro 30, 2008














Nada me move contra a monarquia
Seria até um bom regime
Não fossem os monárquicos
Os condes e os duques
Os basbaques a olharem os condes e os duques
Os restauradores amolados com a república
E todos os obstipados guardas da tradição

Não é que a tradição não seja uma coisa boa
Que até é
O pior sãos os tradicionalistas
Com a sua rigidez de espinha
E os seus bigodes
Os seus chapéus e a sua delicada felicidade

Não é que seja contra a felicidade
Mas assustam-me os felizes
Que fazem muitos filhos
Para também terem um destino feliz
Para criarem associações de famílias numerosas e felizes
Milagres da indústria da felicidade
E essas maçadas



Posted in delírios, poesia by homem da cave on Janeiro 28, 2008







61.

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Posted in poesia by homem da cave on Janeiro 25, 2008














60.

ao poema
mandei-o para a musa que o pariu

aos adjectivos
(refinei-me)
chamei-lhes iconoclastas

e ao poema, de novo,
mandei-o copular
com a criatura mais desagradável que me ocorreu

aos verbos
(insultando-os)
chamei-lhes expressões

e, logo de seguida,
arrepanhei toda a literatura do universo

e amesquinhei todas as gramáticas

com o desígnio único
singular
de te sugar
de me desdizer
de me deixar levar
apenas pelo cio





Posted in delírios, poesia by homem da cave on Janeiro 24, 2008







59.

Chegou novo correio. Deseja lê-lo agora?
Não responderei jamais
a perguntas impertinentes do outlook.