a cave

Conta corrente

Spampoetry. O junk email também pode dar (ou inspirar) material poético. As suas afinidades com o haiku são exploradas no SPAM Haiku Archive. No blog A spampoetry compilation encontramos uma série de links úteis para conhecermos melhor este tipo de produção:

“Bodies disappear
The morgues are all empty now
SPAM stock sky-rockets”

(Leandra Placentia)

Dois exemplos do blog A spampoetry compilation:

“Recupere su ser amado en días!”

e

“Man Grapes Skeleton Boy.”

Publicado por homem da cave, 28 de Janeiro de 2008

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Num errático clicar pela net encontro “Amanhã/Vestir-me-á com cinzas o amanhecer,/Encher-me-ão a boca de flores./Aprenderei a dormir/Na memória de um muro,/Na respiração/De um animal que sonha.” Dizem-me que Alejandra Pizarnik é “a melhor poeta argentina de todos os tempos”, mas não quero saber. Só quero saber que “Amanhã/Vestir-me-á com cinzas o amanhecer […]”. Via Mel do Melhor.

Publicado por homem da cave, 5 de Julho de 2007

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Lá mais para baixo, afixei uma nota sobre o poeta brasileiro Manoel de Barros. A boa notícia é a edição em Portugal do livro “Compêndio para uso de pássaros”, que reúne poesia do período 1937-2004. Edição da quasi.

Publicado por homem da cave, 22 de Maio de 2007

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A chamada blogosfera oferece-nos excelentes locais de descoberta de poetas que quase desconhecemos ou pouco conhecemos. Alguns blogs dedicam-se em exclusivo a essa tarefa de divulgação. Eu agradeço. Registo aqui o esforço acrescido de Manuel A. Domingos, que traduz os poemas que vai adicionando nos seus blogs versões e o amor é um cão do inferno, este último dedicado em exclusivo a Charles Bukowski.

Publicado por homem da cave, 26 de Março de 2007

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Jorge de Sena, em “Carta ao Jovem Poeta”, sobre o impulso de escrever poemas:

“(…) se a tentação que sente é irresistível de escrevê-los, se não procura a fama ou o proveito, se a dor de escrevê-los só se cura com a dor maior de escrever outros, se se sente vazio e triste quando eles são escritos, e sofre de sentir-se vazio quando vai escrevê-los, e não sabe nunca o que vai escrever, e acha horrível tudo o que escreveu mas não é capaz de destruí-lo, então publique-os, publique-os sempre.”

Publicado por homem da cave, 22 de Fevereiro de 2007

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O Ignacio, no seu blog Este lado de la galaxia, coloca questões muito interessantes quanto ao uso desta rede que utilizamos, em particular nos domínios da arte e da literatura. Um tipo como eu pega num computador ligado à internet e vem para aqui escrever umas coisas. Alguém com pretensões a ser escritor andaria por aí, manuscrito debaixo do braço e chapéu na mão, a mendigar junto dos poderosos editores o favor de uma publicação. Este blog permite-me o luxo de não ser pretendente a nada. Permite-me ser um diletante.

Ya no es necesario ganar concursos o caer bien o ser de determinado clan para poder publicar: la blogosfera se abrió paso, y ahora, el que no cuenta al mundo lo que quiere es porque no quiere. Fomentará la creatividad, la expresion, la cultura y la eleccion de los lectores. A la porra los intermediarios.”

Publicado por homem da cave, 19 de Janeiro de 2007

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Relendo e descobrindo sempre novas coisas sobre Boris Vian, não consigo ficar indiferente a nenhum poema, à sua forma única de comunicar o óbvio e de provar como somos indecentes.

“Foi tudo dito cem vezes
E muito melhor que por mim
Pelo que quando escrevo versos
É porque me diverte
É porque me diverte
É porque me diverte e cago-vos no nariz.”

Publicado por homem da cave, 11 de Janeiro de 2007

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“O que é bom para o lixo é bom para a poesia”. Encontro este verso de Manoel de Barros, poeta brasileiro, no blog da Ana Carolina, “Costurando“. É todo um tratado condensado numa única frase. Ler o poema.

Publicado por homem da cave, 2 de Janeiro de 2007

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Aceitemos a provocação do Ignacio:

“No hay nada mas inútil que estos escritos
instalados entre nosotros y el viento;
ni nada queda más lamentable que el diario electrónico
que cada día dejamos apalabrado en la pantalla.”

Publicado por homem da cave, 19 de Dezembro de 2006

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“O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.” (Alberto Caeiro)

Tanta gente procura esse rio. Onde está esse rio?

Publicado por homem da cave, 14 de Dezembro de 2006

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Post Secret

Adicionei ao Blogroll o link para um blog único. PostSecret carrega dentro de si a força de três ou quatro palavras agarradas a uma imagem, as glórias e misérias de vidas comuns ou menos comuns. Pura poesia.

Publicado por homem da cave, 11 de Dezembro de 2006

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“A César o que é de César a Deus o que é de Deus.
E um tipo
como eu
onde se mete?
Onde está para mim a sepultura?”

Maiakovski

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A poesia realiza-se também na rede. Se o essencial são as palavras, o meio que lhe serve de suporte pode actuar como factor potenciador da comunicação, tornando-se assim um objecto mais apetecível. outros é um bom exemplo de difusão dos poemas. Vale a pena explorar a página brasileira, onde a criatividade gráfica dá força a coisas para ler.

Publicado por homem da cave, 7 de Dezembro de 2006

2 Respostas

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  1. manuel a. domingos said, on Março 27, 2007 at 00.00

    obrigado pela referência e pelas palavras amigas

  2. Maria said, on Março 30, 2007 at 00.00

    Fantásticas novidades ou eu não as teria visto ainda. Diletantes, sim, livres. Boris Vian, vida eterna. Serenamente, passearei por estes blogs. Obrigado.


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